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24 de outubro de 2017

Produção, Corte e Costura: Qual a diferença entre private label, confecção e facção?

Quando se trata de produção, ou mesmo uma marca, existem diferentes opções de produzi-lo. Você conhece as modalidades, suas particularidades, e qual é a melhor para seu caso? É o que você saberá agora

Private Label: terceirizando a produção

O termo inglês private label significa “etiqueta privada”, o que já dá certo entendimento para quem nunca ouviu falar dele. Essa expressão caracteriza empresas que terceirizam sua produção, ou seja, elas se focam na construção da imagem e venda dos produtos, enquanto a produção fica por conta de outras empresas, especializadas nisso. Um dos grandes exemplos no mundo é a Apple, que foca seus esforços em sistemas e na imagem da empresa, enquanto os equipamentos são desenvolvidos por fábricas, como Foxconn e TSMC

A vantagem desse modelo de negócios é que você pode iniciar uma operação sem ter a infraestrutura ou alto capital necessário para investir em produção, além de já iniciar com um know-how (proveniente de quem produz) de como fazer o produto que você deseja. Deixar a fabricação na mão de quem entende garante que você já tenha produtos a curto prazo, permitindo que você foque em outras áreas, como exposição da marca e vendas, por exemplo.

Private labels fazem os processos de modelagem, pilotagem, compra de matéria-prima, confecção e embalagem. Alguns limitam a escolha do fabricante, outros permitem que você diga qual matéria-prima e fabricante deseja e eles compram tudo. Isso traz a vantagem de você não precisar gerenciar todo o processo, porém acarreta cobranças a mais para fazer tudo isso.

Confecção: terceirizando do corte ao acabamento

Existe certa confusão com este termo, tendo em vista que toda fábrica que produz produtos têxteis acaba por confeccionar algo. Mas nessa comparação é diferente: Confecções terceirizadas caracterizam-se nos casos onde é feito o processo de corte ao acabamento do produto

Nesse modelo, também conhecido como oficina de costura, a atividade de produção é terceirizada, sendo necessário procurar fornecedores de matéria-prima. Porém o processo de corte e costura é no mesmo lugar. Entretanto, esse modelo contém algumas limitações, a saber: Logística própria para entrega dos insumos na oficina e para entrega das peças prontas para o ponto de venda (nem sempre a entrega é oferecida pela oficina de costura);

Responsabilidade pelo máximo aproveitamento dos insumos adquiridos, já que qualquer desperdício pela falta de peças no corte ou peça compra inadequada é pago diretamente pela empresa, não pela oficina. O custo é menor do que a PL, porque o preço não é baseado em cima da matéria-prima, já que ela é paga à parte. Algumas oferecem serviços adicionais, variando conforme a empresa.

Facção: a terceirização de parte dos processos

Como o processo de fabricação é extenso, envolvendo inúmeros passos como criação, modelagem, corte, montagem e acabamento, entre outros, existe um terceiro modelo, que é um dos mais utilizados no Brasil e no mundo: o de facção.

Nessa categoria, parte do processo é terceirizado, mas não inteiramente. Geralmente processos após o design do produto – como a montagem e confecção – são terceirizados. Com isso a empresa recebe os produtos prontos, faz a conferência visando a padronização de qualidade, e por fim comercializa os produtos.

Uma das vantagens de facções é que elas possuem o menor custo de todo o processo, mas realizando somente costura. É necessário providenciar modelagem, pilotagem, matéria-prima e corte para a facção apenas montar a peça. Vale a pena para produções em maior escala, já para poucas peças o custo de logística em geral não vale a pena.

Essa acaba sendo uma opção bastante utilizada porque garante um maior controle no processo como um todo, e também é interessante para quem não é especializado em um dos passos de produção. Terceirizar parte da cadeia produtiva, assim como no caso de private labels, acaba sendo uma decisão útil em alguns casos.

Fonte: Fashion Office

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